Cerca de 200 índios acompanhavam, dentro e fora do STF, o julgamento das terras do sul da Bahia, municípios de Camacan, Pau-Brasil e Itaju da Colônia. O processo ACO/312-BA, sobre as terras indígenas Caramuru – Paraguaçu, tramita no STF há mais de 25 anos.
Do lado de fora, alguns índios, sentados no chão, assistiam à sessão do tribunal sobre o julgamento por uma TV pequena, enquanto outros dançavam e entoavam cantos tradicionais, invocando seus ancestrais, pedindo-lhes a vitória sobre o caso.
“Esperamos que a gente consiga vencer, a Constituição tem que ser cumprida. Temos confiança nos ministros do Supremo, eles têm consciência da nossa luta”, disse o cacique Luiz Titiá. Segundo ele, há três décadas seu povo vem sofrendo com assassinatos, seqüestros, invasões e ameaças constantes por causa da disputa em torno da terra.Em 20 de abril de 1997, o índio Galdino de Jesus dos Santos, integrante da tribo dos Pataxós Hã - Hã - Hãe, foi morto, covardemente queimando enquanto dormia, por jovens da classe média alta. Na época, ele estava em Brasília para discutir com o Ministério Público Federal sobre o processo ACO/312-BA das terras indígenas.
Os índios reivindicam a posse de 54,1 mil hectare, onde se encontram aproximadamente 4mil índios e cerca de 400 fazendeiros e agricultores, dos quais 30% já foram indenizados e deixaram o local.
O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, lembrou que a etnia Pataxó Hã – Hã – Hãe está na região desde 1651.“Não tem como afirmar, que o governo da Bahia não sabia que ali era uma terra indígena, por que foi o próprio Estado quem demarcou a terra em 1937”_disse Maria Hilda Paraíso, antropóloga.
A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) pede a anulação dos títulos de propriedade dos fazendeiros da região e alega que a ocupação é irregular.O relator, Ministro Eros Grau, votou a favor dos índios. Segundo Eros Grau, os títulos de posse emitidos pelo governo da Bahia aos fazendeiros e agricultores não possuem validade por terem sidos expedidos depois da Constituição de 1967, que consagrou as terras ocupadas pelos índios como bens da União, com usufruto exclusivo deles.
O Procurador – Geral da República, Antonio Fernando de Souza, também se manifestou favoravelmente aos indígenas e em prol da retirada dos fazendeiros.
Em seguida, o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista dos autos para verificar melhor a situação e paralisou o julgamento.
O Ministro acha que o caso da Bahia deve ser julgado junto com o da Raposa Serra do Sol, no qual ele foi o relator. “É um caso com peculiaridades, mas obviamente, dependendo do tipo de manifestação, pode iluminar o julgamento próximo. É meu dever analisar detalhadamente o caso, tamanha a complexidade da questão.”
Menezes Direito pediu vista do caso Raposa Serra do Sol em agosto deste ano. E pretende retomar os dois casos, Terras da Bahia e Raposa da Serra do Sol, no final de novembro ou inicio de dezembro.Atualmente tramitam cerca de 140 processos sobre reservas indígenas no STF.
Do lado de fora, alguns índios, sentados no chão, assistiam à sessão do tribunal sobre o julgamento por uma TV pequena, enquanto outros dançavam e entoavam cantos tradicionais, invocando seus ancestrais, pedindo-lhes a vitória sobre o caso.
“Esperamos que a gente consiga vencer, a Constituição tem que ser cumprida. Temos confiança nos ministros do Supremo, eles têm consciência da nossa luta”, disse o cacique Luiz Titiá. Segundo ele, há três décadas seu povo vem sofrendo com assassinatos, seqüestros, invasões e ameaças constantes por causa da disputa em torno da terra.Em 20 de abril de 1997, o índio Galdino de Jesus dos Santos, integrante da tribo dos Pataxós Hã - Hã - Hãe, foi morto, covardemente queimando enquanto dormia, por jovens da classe média alta. Na época, ele estava em Brasília para discutir com o Ministério Público Federal sobre o processo ACO/312-BA das terras indígenas.
Os índios reivindicam a posse de 54,1 mil hectare, onde se encontram aproximadamente 4mil índios e cerca de 400 fazendeiros e agricultores, dos quais 30% já foram indenizados e deixaram o local.
O advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, lembrou que a etnia Pataxó Hã – Hã – Hãe está na região desde 1651.“Não tem como afirmar, que o governo da Bahia não sabia que ali era uma terra indígena, por que foi o próprio Estado quem demarcou a terra em 1937”_disse Maria Hilda Paraíso, antropóloga.
A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) pede a anulação dos títulos de propriedade dos fazendeiros da região e alega que a ocupação é irregular.O relator, Ministro Eros Grau, votou a favor dos índios. Segundo Eros Grau, os títulos de posse emitidos pelo governo da Bahia aos fazendeiros e agricultores não possuem validade por terem sidos expedidos depois da Constituição de 1967, que consagrou as terras ocupadas pelos índios como bens da União, com usufruto exclusivo deles.
O Procurador – Geral da República, Antonio Fernando de Souza, também se manifestou favoravelmente aos indígenas e em prol da retirada dos fazendeiros.
Em seguida, o Ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista dos autos para verificar melhor a situação e paralisou o julgamento.
O Ministro acha que o caso da Bahia deve ser julgado junto com o da Raposa Serra do Sol, no qual ele foi o relator. “É um caso com peculiaridades, mas obviamente, dependendo do tipo de manifestação, pode iluminar o julgamento próximo. É meu dever analisar detalhadamente o caso, tamanha a complexidade da questão.”
Menezes Direito pediu vista do caso Raposa Serra do Sol em agosto deste ano. E pretende retomar os dois casos, Terras da Bahia e Raposa da Serra do Sol, no final de novembro ou inicio de dezembro.Atualmente tramitam cerca de 140 processos sobre reservas indígenas no STF.
Nessa repostagem eu fiz uma pontinha básica.......
ResponderExcluirAAdorei também!
Achei as fotos ótimas e o make up também foi sensacional.
Linda!
Isso porque esta começando hein!!! São apenas as primeiras de muitas reportagens especiais e inteligentes....
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